30/06/2009

A CLANDESTINIDADE DO PMDB - A PROFECIA

[Este texto, de teor profundamente místico, deve ser lido em voz alta, como o brado dos profetas do deserto]

Está cada vez mais perto da verdade, como um Ezequiel virtual, o homem de imprensa José Sergio Rocha, que vem decrevendo em seu blog o futuro do PMDB - o maior partido do Brasil cairá, depois das eleições de 2010, na clandestinidade. Apeado do poder, o PMDB mergulhará em breve na luta armada. É tiro e queda.

Daqui, do Histórias do Brasil, pego a ponga na carroça do Zé Sergio e afirmo: a resistência pemedebista estabelecerá o pincipal foco de guerrilha no Maranhão, mais precisamente na Praia do Lençol, onde José Sarney assumirá a identidade do Rei D. Sebastião. E profetizo:

D. Sebastião I desapareceu em um batalha no Marrocos, nas areias de Alcácer Quibir, em 1578. O corpo do jovem monarca nunca foi encontrado. Os sebastianistas acreditam que o rei não morreu, apenas se encantou, e voltará um dia, montado em seu cavalo Tremendal, para restaurar seu reino entre os homens.

Corre no Maranhão a história de que às sextas feiras, nas madrugadas grandes, um touro negro, com uma estrela na testa, passeia pelas areias do Lençol. Se alguém conseguir cravar um punhal na estrela do touro, estará quebrado o encanto - o chifrudo é D. Sebastião. Na mesma hora, o castelo encantado do rei se erguerá do fundo do mar e a ilha de São Luís irá submergir.

E eu sei, porque ouvi no vento, que o Rei Sebastião aparecerá com os cabelos gomalinados e o bigode mais negro que as asas da graúna, recitando o canto primeiro dos Maribondos de Fogo. Cercado pelos pajens da casa real [os gentis-homens Renan, Lobão, Cafeteira e Roriz] , ladeado pela assombração de RoseAna Jansen, acompanhado pelo pai de santo Bita do Barão e pela Sinhá Dona Benta, D. Sebastião irá clamar aos céus pela vingança, terrível vingança, contra os inféis que negam o seu reino.

Jarbas Vasconcellos aparecerá, ao lado de uma atriz de Malhação, bradando aos mares com o hábito e o cajado de Frei Damião; Moreira Franco se preparará para o combate final com a armadura de Dick Vigarista; Wellington Salgado pintará os cabelos de acaju para se parecer com Corisco, o Diabo Louro; Edson Lobinho tirará do armário a velha farda do grupo de escoteiros Dona Caola Sarney; Pedro Simon, o justo, receberá o espírito do caboclo Sepé Tiaraju, que nunca mais abandonará o cavalo. Todos receberão treinamentos de guerrilha de Ted Boy Marino.

O povo de El Rey iniciará, então, a resistência armada. E quando El Rey, cercado de duzentos netos, pairar sobre o Lençol, os céus se abrirão e um coro de anjos, capitaneados pelo padre Antônio Maria [o profeta do Castelo de Chantilly]; por Hebe Camargo; por Jaça, o cabeleireiro de Abravanel; e por Diego Hipólito, o Fauno Lunar do esporte canarinho; entoará a canção seminal de Biafra - que embalará os sonhadores rebeldes do PMDB em direção ao paraíso perdido, para ciúmes de Marquinhos Moura e sob patrocínio dos Tabletes Santo Antônio.

Começará assim, e assim está escrito, a mãe de todas as batalhas. Até que o sol derreta a cera até o fim e, do ferrão de um maribondo de fogo, com a tinta do sonho de Ícaro, se escrevam na areia os mais belos versos, como o licor a mais dentro do bombom da democracia e da elegância dessa gente morena. E Hebe, Antônio Maria, Jaça e Hipólito cantarão, enquanto El Rey ganha os céus no fim da tarde. Cantem com eles aqui enquanto Sua Majestade sobe:

Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão...
No ar, no ar
Eu sou assim
Brilho do farol
Além do mais
Amargo fim
Simplesmente sol...
Rock do bom
Ou quem sabe jazz
Som sobre som
Bem mais, bem mais...
O que sai de mim
Vem do prazer
De querer sentir
O que eu não posso ter
O que faz de mim
Ser o que sou
É gostar de ir
Por onde, ninguém for...
Do alto coração
Mais alto coração...
Viver, viver
E não fingir
Esconder no olhar
Pedir não mais
Que permitir
Jogos de azar
Fauno lunar
Sombras no porão
E um show vulgar
Todo verão...
Fugir meu bem
Pra ser feliz
Só no pólo sul
Não vou mudar
Do meu país
Nem vestir azul...
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...
Do alto, coração
Mais alto, coração...
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derretaA cera até o fim...
Do alto, o coração
Mais alto, o coração...

Está escrito.

8 Comentários:

Blogger Bruno Ribeiro disse...

E Ulysses Guimarães, Simão? Não ressuscitará, o velhinho, emergindo das ondas como um santo guerreiro?

9:51 AM  
Blogger figbatera disse...

Nossa, fiquei com medo!

5:38 PM  
Blogger Vinny Fonseca disse...

heheh
todos os sebastianistas q já passaram pelo mundo estão se contorcendo em seus túmulos... rs
só vc mesmo, Simas...
abraço!

5:52 PM  
Blogger Luiz Antonio Simas disse...

Aguarde, BRUNÃO, aguarde!

FIG, está escrito. Pode apostar.Voar,voar, subir, subir...

VINNY, quem sabe assim D. Sebastião volta para protestar...

8:03 PM  
Blogger Monica disse...

Simas, você é o homem mais próximo da visão histórica do perfeito, ou da perfeição da história visionária, não consegui decidir. Apois, seja lá como ela for, só mesmo sua palavra para relatar o desdobramento dessa dobra que o tempo. Eu leio. Beijo, Mônica.

9:15 PM  
Blogger Szegeri disse...

Ô, Velho, tá de sacanagem que tu escreveste isso às sete da matina...

12:14 PM  
Blogger Cravo e Canela disse...

Nossa,você anda mesmo profetizando isto...parem o mundo....eu quero descer!
Muito bom!!
Gabriela

10:10 PM  
Blogger Luiz Antonio Simas disse...

MONICA, aguarde mais profecias. Beijo.

SZEGERI, meu velho, é que eu tive a visão durante o sono.

GABRIELA, aguarde. Tenho tido visões impressionantes.

4:05 PM  

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