O FLU PERTINHO DO MUNDIAL E A MORTE DA SACANAGEM ENTRE AS TORCIDAS
(Conforme profetizou Renato Gaúcho, o Fluminense de fato está pertinho, bem pertinho, do Mundial)A violência e a cultura do politicamente correto estão contaminando o futebol. Digo isso em virtude do não me toques que anda marcando esses dias posteriores ao maracanazzo tricolor. Já escrevi em outro texto que não torci pelo Fluminense - as razões são simplíssimas ; eu não sou Fluminense, não simpatizo com o clube e, no decorrer do jogo, meus sentimentos eram todos a favor da Liga de Quito. Não significa que eu queira o mal aos meus queridos amigos tricolores e nem esteja desprezando seus mais nobres sentimentos. Que diabos é isso?
O problema, evidentemente, não é tricolor. Aconteceu quando o Botafogo protagonizou o chororô da final da taça Guanabara e o Flamengo tomou uma tunda do América do México. Aqui mesmo, nesse blog, sacaneei os flamenguistas. Meus alunos de Niterói montaram um vídeo em que eu apareço como um manequinho chorando após a derrota do Fogão. Faz parte.
O que está me intrigando é esse não me toques que envolve todas as torcidas. Como disse o Beto Mussa em um comentário sobre o texto que escrevi a respeito do waterloo tricolor, sacanear o outro após uma derrota do time virou tripudiar da dor alheia. Não ficar neutro em um jogo em que seu time não está em campo virou querer gozar com o pau dos outros. Como assim? Eu não consigo assistir a um jogo de futebol como se estivesse assistindo ao segundo ato do Barbeiro de Sevilha.
Como um apaixonado pelo jogo, eu torço por alguém ou contra alguém - sem, evidentemente, um décimo da emoção que me envolve quando meu time joga. Torcer por um time que não é o seu, em uma partida que não envolve diretamente seu clube, nunca foi gozar com o cacete alheio. É, no máximo, uma punhetinha agradabilíssima para quem gosta de ver futebol. Quem de fato curte o esporte pára na beira da praia para assistir a uma pelada e, cinco minutos depois, sem fazer idéia de que jogo é aquele, está querendo que um dos times ganhe.
Não gosto - e não faço - estardalhaço para zombar dos outros; nem me agrada quando fazem isso comigo. Mas a sacanagem, aquela sacanagem tradicionalíssima do dia seguinte, é outra coisa. É direito inalienável do torcedor. Alguns exemplos, dos bons tempos da antiga, me ocorrem. Lembram do samba do Wilson Batista "E o juiz apitou" ? Transcrevo trechos da letra:
Eu tiro o domingo para descansar
Mas não descansei
Que louco fui eu
Regressei do futebol
Todo queimado de sol
E o Flamengo perdeu
Pro Botafogo
Amanhã vou trabalhar
Meu patrão é vascaíno
E de mim vai gozar(...)
Com um detalhe - o samba descreve uma derrota rubro-negra com um lance dramático no último minuto; Pirilo preparou-se para marcar o gol de empate do Mengo e o juiz acabou com a peleja. Nos dias de hoje, o vascaíno estaria preocupadíssimo com o estado emocional do flamenguista e não faria e nem permitiria qualquer tiração de sarro com o derrotado. Este, por sua vez, cortaria relações ou sairia na porrada com quem lhe sacaneasse. A música brasileira, pelo menos, perderia um tremendo samba.
Como não lembrar também da versão para sacanear os bacalhaus do samba O Bonde São Januário :
O bonde São Januário
Leva o português otário
Pra ver o Vasco apanhar...
O que explica essa mudança? Creio que ela se deve a dois fatos aparentemente distintos. De um lado temos essa cultura da violência que é marca dos dias atuais. Vivemos tempos em que a boçalidade impera. O que era a boa sacanagem virou agressividade e o futebol foi, em larga medida, tomado por esses trânsfugas que assistem ao jogo com ímpetos assassinos e, possuídos por um demônio competitivo, enxergam o adversário como inimigo mortal e não apenas como alguém que torce para uma equipe diferente. Gritam, xingam, agridem e, em última escala, são capazes de matar. São, em suma, o que no meu tempo chamávamos simplesmente de bandidos. Gente má, como diria minha avó. Ouvi, durante o jogo do Flu, gritos a favor da LDU que pareciam sons de maridos descendo o cacete em suas mulheres. Como ouvi os mesmos gritos alucinados - e profundamente agressivos - quando o Mengo foi eliminado pelo gordinho Cabañas.
O outro problema - que afeta em geral os homens de bem - é o politicamente correto. Confunde-se a sacanagem sadia com o tripudiar dos sentimentos alheios; qualquer brincadeira, por mais pacífica que seja, é condenada como um desrespeito ao outro. E esse troço "do outro" - que a antropologia adora - de vez em quando enche o saco.
A sacanagem entre torcedores era, nos meus tempos de moleque, um elemento a mais de integração da coletividade. O vascaíno sacaneava o tricolor, que tripudiava do rubro-negro, que tirava o sarro do botafoguense, que só não sacaneava o vascaíno porque o bacalhau adorava ganhar do fogão. Eventualmente o clima esquentava, as pessoas não se falavam por uns dois dias e ficava por isso mesmo. Nada que umas cervejas geladas não resolvessem. Lembro-me até que argumentávamos que o campeonato carioca era melhor que o brasileiro porque no dia seguinte poderíamos tirar um sarro dos derrotados.
Disse e escrevi aos amigos tricolores que o problema não é o Fluminense tendo torcida contra - quem val mal é o América, que hoje só tem torcida a favor. Aposto que meu mano Felipinho preferiria ver um América antipatizado pelos adversários e disputando títulos do que assistir a essa corrente de solidariedade em torno do mequinha na segundona do estadual.
É com esse espírito, de quem insiste em acreditar que o futebol é apenas um jogo - e por isso é apaixonante, necessário e revela muito sobre quem somos como indivíduos e coletividade - que inauguro a curtíssima temporada de sacanagens sadias aos tricolores. Estes, evidentemente, podem responder tripudiando da ridícula situação do meu time, que nesse ritmo só vai disputar a Libertadores no dia em que a estátua do manequinho começar a fazer cocô.
Abraços.

18 Comentários:
Comandante-em-chefe,
É pena que um texto de infinita profundidade como esse não vá encontrar o eco devido nas carpideiras de plantão.
Como magistralmente apontado pelo Mussa, confundem Maracanã com Copacabana Palace, e daqui a pouco vão querer que a Socila (ou congênere) dê aulas de bons modos aos torcedores.
Essa foto do Mundial é a tradução mais perfeita para o day after, e dá a exata dimensão de como os tricolores davam como certa a ida ao Japão, como se a fatura já estivesse liquidada.
Conversávamos outro dia a respeito do momento divisor em que se mostram os homens e os meninos, estes últimos, na hipótese, os jogadores do fluminense, em especial, pasmemos, um cidadão de nome Luiz Alberto, medíocre zagueiro que andou lá pela Gávea, que vociferava no intervalo dizendo que o título já era "nosso".
Por último, lamento apenas a dor de caros e queridos amigos tricolores, que realmente mereciam saborear o gosto da conquista.
Saravá!
p.s. e cá entre nós, nada mais salutar que uma punhetinha ...
Amigo, despeço-me deste assunto. De minha parte, o que pega não é a sacanagem com quem perde. É um direito inalienável do torcedor, porra! Se não é politicamente correto, foda-se. Veja o meu caso: o Botafogo era recém-bicampeão e neguinho, há pelo menos 3 anos sem ganhar uma final, me chamava de “sofredor”. E falo de tricolores e vascaínos. O Botafogo tinha acabado de ganhar um título, pela segunda vez. Claro que não é a isso que me refiro. E nem ao fato de, só de sacanagem, ver tv com o melhor amigo e secar o time do cara. Não é este o ponto. O busilis é que, em pelo menos três lugares horrorosos aqui perto de casa – dois bares metidos e uma padaria cujos donos jamais deveriam ter deixado Trás-os-Montes –, o pessoal assiste os jogos na telinha. Nos últimos tempos anda acontecendo algo diferente: tá o Fluminense disputando a final da Libertadores com um time do Equador e uma enorme torcida comparece ao local (gente de classe média, alguns pitboys, por aí) para torcer por um time que não está sequer em campo. Outro exemplo: tá o Botafogo disputando pênaltis com o Corinthians pela Copa do Brasil e os mesmíssimos personagens lá estão gritando pelo time que não estar sequer em campo. Outro exemplo: tá o Vasco disputando pênaltis com o Sport e a mesma galera tá gritando pelo time que não está sequer em campo. E com outro detalhe, ainda mais importante: não é aquele tipo de torcer secando e de vibrar com o gol do adversário. Se fosse isso, beleza. Não, senhor. É torcer com agressividade, provocando brigas, com intimidação dos que vão ver jogo naqueles lugares de merda (eu não vou, antes que você pergunte). É se valer de uma maioria esmagadora para deixar claro que não existe lugar no mundo para quem não é Flamengo. São figuras que se comportam exatamente como os fiéis mais exaltados da Universal e de outros balcões neopentecostais, que não admitem oposição, que quebram imagens católicas, que depredam terreiros de umbanda, como recentemente aconteceu no Catete. Claro que a maioria da torcida do Flamengo não é assim. Refiro-me às galeras organizadas e, se isso está acontecendo aqui na bucólica Piratininga, imagino em outros lugares do Rio e de Niterói. Aqueles mesmos que, na falta de adversários em certos jogos (contra times de outros estados, sem torcida no Maracanã), se matam uns aos outros. Pois é, quando o clube deles não está em campo, agora ficam por aí, nas portas dos bares que passam os jogos de outros times, para soltar foguetes (isso é o de menos) e encher o saco de quem quer distância desse tipo de torcida. É isso.
Zé, concordo inteiramente com a sua colocação. É a isso a que me refiro quando falo da cultura da violência. Essa violência está matando a boa sacanagem; a sacanagem que estimula o convívio, e não repele. É por isso que não gosto mais de assistir a jogos importantes em bares ou coisas do tipo. Nós, os pacifistas incorretos, precisamossa recuperar o espaço ocupado pelos trânsfugas, que sequer podem ser considerados torcedores. Como dizia minha avó, são bandidos.
Abração.
Simas, pergunte ao Augusto Diniz, que é algo como meu irmão mais novo e flamenguista roxo, o que acontece num bar EM SÃO PAULO, em ÁREA NOBRE, quando o Flamengo joga. Tinha um Botafogo x Flamengo e eu propus ao Augusto irmos a um boteco para ver. Ele me disse que só se fosse no São Cristóvão, em Vila Madalena, pois no tal bar o pessoal dá porrada em quem torce por outro time. E quando não tem adversários, eles saem na porrada entre eles. Porrada grossa. São "sócios" das tais Raça, Torcida Jovem etc. que, MESMO LONGE DE CASA, mantêm o padrão de imbecilidade. Parece que o pessoal da Urubuzada é bem diferente. Acabou que eu e Augusto fomos ao São Cristóvao e assistimos junto com o Mitke, que é tricolor, e uma meia dúzia de flamenguistas do bem, tudo crioulo, tudo funcionário de uma rede de tv, gente da técnica, que deve morar na Vila da Penha, Marechal Hermes, o cacete. Ficamos nos sacaneando o tempo inteiro, pergunte ao Mitke e ao Augusto. E eu até sacaneei mais porque, naquela vez, ganhamos. Sabe o que aconteceu? Nada, meu caro. Só brincadeira, cervejada e, da parte deles, no fim de tudo, quando nós três fomos embora, a velha máxima carioca: "Aí, sofredor, desculpa qualquer coisa". Isso é sacanagem. Não é formação de quadrilha, porra!
Eu não to nem aí pro politicamente correto... Fiquei a infância (e adolecência) inteira escutando isso: "nunca viu seu time ser campeão, viúva do Pelé, etc"...
Hoje tiro mó barato da cara dos corinthianos, chamo os são-paulinos de bambi, falo que o Flu não tem tradição, alopro os atleticanos toda vez que encontro algum e torço contro os meus rivais mesmo, sempre...
Vibrei com o gol do Washington contra os bambis, adorei o que o Carlinhos Bala fez com o Corinthians... Futebol é isso, não basta torcer por seu time, também é legal secar os adversários.
abraço
Simão, grande texto, disse tudo! O politicamente correto está matando muita coisa boa.
Proponho um brinde ao bom-humor, com a gelada do dia!
Grande Fraga, aquele abraço. E um abraço a todos,
mussa
Eis que eu,como aluna do pH e adoradora de história fui digitar o nome deste super professor no Google pra ver se achava o nome do livro o qual ele escreveu (eu esqueci!) e logo de cara aparece o link deste blog!
E curiosamente você tinha falado dele ontem mesmo,na aula de Humanas Master.
Sou tricolor de coração e pela primeira vez li um texto sacaneando o Flu e não fiquei com raiva!Pra falar a verdade,eu até dei umas risadas! =)
Mas o comentário nem é pra falar de futebol,é só pra eu ser um pouquinho clichê (porém muito verdadeira!)e dizer que você é o melhor professor de história que eu já conheci na minha vida!
Abraços e um bom domingo!
É verdade, meu camarada. Quando as pessoas dizem que o América é o segundo time de todo mundo eu fico puto. Tem que haver a rivalidade, mas tenho certeza que o Mecão dará a volta por cima e serei devidamente sacaneado nos momentos de derrota.
beijo.
Meu caro, como tricolor apaixonado (e que reconhece a grandeza dos outros clubes), gostei bastante de seu texto. Vibrei, por exemplo, com aquela antológica vitória do Vasco sobre o Palmeiras (4a3), em São Paulo; torci pelo Botafogo no Brasileirão do ano passado para que o seu clube também conseguisse uma vaga na Libertadores 2008. Não é do meu feitio zoar de ninguém (no Balaio, inclusive, costumo parabenizar os campeões), mas compreendo que, muitas vezes, uma "doce sacanagem" contra um time eventualmente perdedor é salutar. Vários amigos rubro-negros de Natal torceram pelo Fluminense, agora. Mas outros torceram fanaticamente pela LDU. Aí é que está o problema. O fanatismo religioso é uma droga, todos sabemos muito bem. E assim como condenei o "créu" de Thiago Neves (que as demais torcidas adotaram, diga-se de passaagem), considero absolutamente ridícula essa tal de Liga Dos Urubus. Infelizmente, de parte a parte, a tendência é piorar, tal o nível de intolerância que se instalou entre nós. Uma coisa é verdade (para mim e decerto para os demais tricolores): o nosso amor pelo Fluminense, que já era grande, aumentou mais ainda. Um grande abraço
Meus amigos, eu estou ficando louco? Li hoje no globo alguns artigos que discutem esse fenômeno trivial e muito antigo do futebol: torcer contra um rival. Não entendi por que tanta celeuma. Não consigo ver a Liga Dos Urubus (uma maravilhosa brincadeira, bem do estilo carioca) como posto avançado do neo-nazismo. Não consigo reprovar o créu do Thiago Neves. Até porque foi um senhor "créu". Antigamente tinha no jornal um "diploma de sofredor"; hoje, se um cara aparece com uma camisa da LDU é equiparado a um assassino, espancador de adversários. Estou assustado. Será que as pessoas não estão misturando os problemas? Dar porrada em torcedor adversário não é a mesma coisa que torcer contra. Ou fiquei maluco?
abração
mussa
Queridíssimos, o debate é ótimo e - melhor de tudo - mostra que no fim das contas o futebol continua despertando as paixões de sempre. Acho que a questão é exatamente essa - diferenciar a sacanagem, a gozação sadia, da violência gratuita dos imbecis. Ontem mesmo, na roda de samba da Ouvidor, o que o Arthur, tricolor, foi sacaneado não está no gibi. Mas foram sacanagens sadias - diria até que carinhosas. Quanto a torcer a favor ou contra, acho mesmo que são coisas que estão ligadas a emoção da partida. Eu mesmo disse que queria torcer pelo Flu. A razão mandava isso, mas a emoção falou mais alto e acabei preferindo - até porque talvez o termo torcer seja forte - a vitória dos equatorianos. E insisto na idéia de que a torcida contra atesta a grandeza do Fluminense.
Quanto ao pliticamente correto, é uma bosta mesmo, que mata muita coisa boa. Fazer o que?
Julia, valeu o elogio ! O nome do livro é O Vidente Míope, sobre o caricaturista J. Carlos e o Brasil na década de 20.
Abraços.
Assino em baixo, Simas!
O texto e os comentários do Fraga, Zé e Alberto.
Abraço a todos.
Daniel A.
Haahahaha essa da punhetinha foi ótima Simas !
A propósito, fique sabendo que os preços no Mundial são muito caros... ahhhhh os tempos do Champion !
Forte abraço a todos !!!
E viva a brincadeira (sadia) PORRA!!!
Caros companheiros de fileiras Mussa e Fragata, lendo os comentários do post anterior (Waterloo), vesti uma carapuça e fiquei com a impressão de ter sido considerado por V.Exas. um pelego, da turma da Socila. Nada disso!! Pelo contrário, estava até pegando no pé do Zé Sergio que assumia seu arco-irismo. Só nunca "fiz estardalhaço para zombar dos outros", citando o kamarat Simão, nem acho necessário. Concordo, inclusive, que esse papo de torcidinha politicamente correta não tá com nada. Torci para a LDU e continuo achando que qualquer coisa vira pretexto para a aglutinação à torcida Arco-íris/América do México.
Saudações.
Grande Leo, apenas impressão, li que voc torceu pela Liga. Estamos juntos,
abração,
mussa
Perfeito, Zé Sérgio. Torço contra os adversários locais, claro, mas nunca comprei morteiro pra comemorar derrota alheia.
E perfeito, Moacyr: saí do Maracanã tristíssimo (foi a maior tristeza de meus 28 anos de Maracanã, maior, inclusive, do que a do rebaixamento), mas com um puta orgulho de ser tricolor.
Lembro-me de um episódio que ocorreu na casa de um amigão que nesse dia comemorava seu aniversário: apaixonado por futebol, tricolor, resolveu no meio da festa ligar a Tv da sala para assistir Palmeiras e Fluminense. O Flusão tomou um sacode do Palmeiras e ele coitado teve de aguentar o sarro que nós(flamenguistas, vascaínos, botafoguenses e até mesmo os que nem se interessavam por futebol)seus amigos lhe ofertamos como presente. Tem um ditado que diz: A gente perde um amigo mas não perde a piada", se for amigo mesmo...vc não perde nenhum dos dois!!!
Entrarei atrasado na área mas deixarei meus dois tostões: eu acho que entre os torcedores está como sempre esteve, exceto pela cultura da violência que impede, por exemplo, das torcidas rivais descerem juntas as rampas da arquibancada do Maracanã, como sempre foi desde quando eu era moleque, e olha que lá se vão 46 anos e fumaça de estrada.
O que realmente é diferente, me desculpem quem achar que é politicamente correto da minha parte, não ligo, é que hoje em dia os jogadores, que antes nutriam um mínimo de respeito uns aos outros, se cumprimentavam antes e depois das partidas, agora se travestem de torcedores e resolveram que eles também podem, ou melhor, devem chacotar os adversários. Eu acredito que até numa pelada, e eu sou peladeiro da antiga, devemos respeitar quem está do outro lado e a dor da derrota. Isso não tem nada a ver com a torcida, que está lá justamente para tripudiar, como massa ignara que é. Agora, atletas, e aí não é só no futebol, é em qualquer esporte, deve um mínimo de respeito ao seu adversário. Afinal, a existência do adversário é a lógica do esporte. Um abraço aos amigos!
Lito
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Início