COMENTÁRIO TELEVISIVO DO JOGO DE ONTEM
Belo momento dos nossos comentaristas esportivos. Jogam Bahia e Juventude, pela segunda divisão do brasileiro. Assisto, sem maiores entusiasmos, ao confronto, disputado numa Caxias do Sul gelada pácas. O centroavante do Caxias, um tal de Mendes, jogou sob forte impacto. O atacante recebeu a notícia da morte da avó e, rapidamentente, mandou fazer uma camisa referente ao fato. Mesmo abalado, Mendes disputou o prélio.
Jogo que segue - chatíssimo - até que Mendes faz o gol, corre às câmeras de tv e mostra a camisa com dizeres referentes ao falecimento da velha - uma homenagem, enfim . O comentarista do sportv, o ex jogador Batista (cujo lance fundamental na carreira foi ter tomado uma violentíssima solada de el pibe Diego Maradona na copa de 82) faz o seguinte comentário:
- E com esse gol o Mendes teve duas alegrias : fez o gol e conseguiu homenagear a avó que faleceu hoje.
Depois dessa ode a alegria desliguei a televisão e fui ler um trabalho sobre a utilização da jurema na umbanda nordestina.
Abraços.

5 Comentários:
Fala Simão, pô, assistindo ao sensacional Juventude e Bahia, aí você mereceu ouvir a pérola, hehehe...
Abraço do Lito
Fazer o que, Maurição? Mereci mesmo...
Espetacular! Batista, pelo jeito, trata o microfone com a mesma sutileza com que tratava a bola.
Abração.
Aí o anônimo vacilou (como todo anônimo, aliás). Batista foi um senhor jogador de futebol, que eu vi jogar demais, no esquadrão colorado dos anos 70, ao lado de Falcão, Caçapava, Carpegiani, Mário Sérgio e outros craques e depois no meu Palmeiras. Era um jogador técnico, sim - não tanto quanto o Sr. Paulo Roberto, por óbvio, mas compensava com uma garra descomunal, senso de posição que poucas vezes vi igual e muito vigor físico. Tanto que deixou Cerezo na reserva na Copa de 78, quando foi titular absoluto em todos os jogos. E só não foi titular em 82 porque uma grave contusão o deixou muito tempo sem jogar no período anterior ao certame (é possível que se ele fosse o titular, Paolo Rossi não tivesse recebido aquele lindo passe de trivela de um Cerezo às visivelmente desequilibrado emocionalmente). Um dos maiores médio-volantes que vi jogar.
Concordo com o Szegeri. No microfone o homem é fraco, mas era bom de bola com sobras.
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