25/02/2008

RESPEITEM O BOTAFOGO

O Botafogo, caríssimos leitores, amargou um jejum de 21 anos sem títulos, entre 1968 e 1989. Foi rebaixado para a segunda divisão, sofreu derrotas terríveis e comeu o pão que o diabo amassou e jogou fora. Em nenhum momento, naqueles e em outros tempos de vacas magras, eu assisti a um espetáculo tão ridículo quanto a equivocada entrevista coletiva de jogadores e dirigentes após a derrota para o Flamengo na final da taça Guanabara.

Um desequilibrado Bebeto de Freitas declara que cansou de perseguições, recebe um Jânio Quadros de frente e abre mão da presidência; o jogador Túlio aconselha a torcida a não comparecer mais aos jogos; o técnico Cuca, uma pilha de nervos, diz que o juiz é o verdadeiro campeão e, para completar o circo, o time se apresenta unido, e aos prantos, para apoiar as declarações infelizes do capitão Lucio Flávio. Vamos aos fatos:

*O jogo foi pau a pau. O Botafogo poderia ter sido mais ousado no primeiro tempo, quando o Flamengo estava completamente desarrumado. Não foi, recuou muito e tomou certo sufoco no segundo tempo. Foi um jogo igual, que não comportaria nenhum resultado injusto.

* O juiz (péssimo, diga-se de passagem) não foi determinante para o resultado. Naquele empurra-empurra na zona do agrião, o agarrão do Ferrero na camisa Fábio Luciano foi acintoso. Futebol não é judô, cacete. Pênalti.

* Lucio Flávio não tem condições de ser capitão. Sabendo que já tinha um amarelo, não podia nunca fazer a falta boba e por trás, na intermediária do Flamengo, que motivou sua expulsão. Achei esse o lance capital da decisão. Além disso, é atleta de Cristo, gosta de se ajoelhar quando faz gol e fica gritando "obrigado, Senhor". Um sujeito capaz disso pode ser um belo jogador, mas não tem perfil de capitão.

* Esse discurso de que o Botafogo é a vítima eterna dos deuses e dos homens é de uma babaquice atroz. O Botafogo é um clube glorioso, com uma história magnífica, que não pode vestir essa carapuça de eterno sofredor.

* Juízes erram e acertam. O alvi-negro conquistou uma taça Guanabara recentemente (2006) com o juiz não marcando um pênalti escandaloso a favor do América, que ganhava naquela altura por 1X0. Na Copa do Brasil do ano passado o Botafogo desclassificou o Atlético Mineiro com o luxuoso auxílio do juiz Carlos Simon, que não deu um pênalti clamoroso a favor do Galo. Não enxergo, sinceramente, nenhum complô contra o Botafogo.

* Será que ninguém lembrou que a taça Guanabara é apenas uma etapa do torneio e que o campeonato carioca vai prosseguir, caceta! Aquela exibição de padecimento explícito, com choro coletivo e cenas de desmaio, é típica de quem pensa pequeno. Os caras deviam é gritar um para o outro que semana que vem começa o segundo turno e o time tem que entrar pensando grande.

*Parece até que o Botafogo entregou os pontos do resto do campeonanto. Só faltou alguém anunciar que o departamento de futebol do clube vai ser extinto e não disputaremos mais nenhum torneio de futebol nos próximos cem anos.

* A torcida fez sua parte e o time comportou-se relativamente bem em campo. A auto-flagelação no vestiário foi ridícula e deu a impressão de que somos um bando de viadinhos. A história do Botafogo não merecia isso. Jamais, tenho certeza, jamais um Nilton Santos, um Didi, um Heleno, um Paulo César ou um Manga - todos eles altaneiros, confiantes e quase mesmo arrogantes - se prestariam a esse papel de carpideiras do próprio velório.

19 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Discordo: embora não ache que haja alguma intenção oculta, uma conspiração para agradar o Flamengo, algo assim, o juiz não teve pulso. Juiz de pulso não sai expulsando a três por dois. O jogo foi corrido, bonito em muitos momentos, levou um tempão para ter falta, mais tempão ainda para ter impedimento, mas a mistura de frouxidão e insegurança de "sua senhoria" foi determinante para o resultado. Vejam um jogo europeu, qualquer um, e me digam se algum juiz tem a importância, em campo, deste tal de Marcelo Henriques e de outros tantos que cansam de roubar a cena. Sou, sim, a favor do juiz eletrônico. Que um idiota qualquer fique no campo apenas para manter a disciplina e ser orientado por uma tecnologia imune a cambalachos. Botafogo eterno!

3:51 PM  
Blogger Eduardo Goldenberg disse...

LUIZ ANTONIO SIMAS para presidente do Botafogo, pô!

Mais uma bola dentro, meu irmão.

Este texto é, do início ao fim, um balde de lucidez, tudo o que faltou aos jogadores, dirigentes e comissão técnica do seu Glorioso.

E quanto ao jogo de ontem, essas manifestações bizarras as quais você se refere nada mais são do que uma cortina de fumaça que impede que seja valorizado justamente o fato de que o Maracanã ontem foi palco de um jogaço, de uma final digna de entrar para a História da Taça GB, de um jogo disputadíssimo, com todos os ingredientes para fulminar um cardíaco.

E foi, uma vez mais, um puta prazer assistir a tudo isso do seu lado.

Encerro com uma confissão pública, capaz de fazer corar de raiva e a minha madrinha, José Sergio Rocha: você é o maior botafoguense que conheci.

Beijo.

3:59 PM  
Anonymous Rodrigo Ferrari disse...

É isso aí Simão, pau na canalha! Foi lindo ver o Maraca cheio ontem. Eu que, como sempre, vi o jogo do lado rubro-negro, tenho que dizer: há muito tempo não via o lado oposto ao nosso tão bonito. Quando estava 0 x 1 apareceram umas faixas brancas de cima a baixo da arquibancada, os torcedores ficavam coreografando, foi realmente um espetáculo. Achei tão bonito e impactante que naquele momento me pareceu que não íamos conseguir virar o jogo. Esses torcedores não mereciam o espetáculo dantesco do vestiário. Respeitem o Botafogo!

5:02 PM  
Anonymous leo boechat disse...

Perfeito, Simas.

5:11 PM  
Blogger Diego Moreira disse...

É de uma visão claríssima, esse texto, Careca. O botafogo perdeu duas chances fatais nos acréscimos, depois de toda a confusão. Poderia ter arrancado o empate ou até vencido no final. Quase baixei hospital por causa da última cabeçada na trave, quando já via meu rubro-negro como campeão.

Porém o Tardelli teve a disciplina e a paciência necessárias pra escolher o canto e matar o arqueiro rival, que se não fosse pelo tal Henriques, estaria fora do jogo ao invés do Zé Carlos, mais um chorão dessa escumalha que não merece vestir nem a camisa do Ibis de Mauro Shampoo.

Bola pra frente!
Abraço!

6:43 PM  
Anonymous Flávio disse...

Excelente e lúcida análise, Simas. Bola pra frente que essas moças não representam o Botafogo.

7:20 PM  
Blogger Dudu disse...

Sensacional o texto. Como botafoguense aplaudo de pé.

Na hora em que eu te encontrei nas especiais, não poderia imaginar o papelão que esses rapazes iam fazer o Botafogo passar.

Perder um jogo, uma decisão, uma final de turno, é do jogo. Pagar chororô (principalmente não havendo razão para tal) em cadeia nacional é coisa de viadinho otário.

Respeitem o Botafogo!

Abraço.

7:50 PM  
Blogger Bruno disse...

Díficil, mas extremamente lúcida, declaração de se ouvir hoje em dia, de um torcedor fanático acerca de seu próprio clube!

Faz parecer a Copa de 78 um conto de fadas...
Ok, não é pra tanto!

Mas "Boa, Simas!"

11:22 PM  
Anonymous Pedro Paulo Malta disse...

Salve, ilustre alvinegro.

Exceto pelo "recuou muito" (se houve recuo foi porque perdemos 2 jogadores de armação), concordo com tudo que você escreveu. E acho que o juiz foi infeliz na expulsão do Zé Carlos - que o Souza levou de "brinde" compensatório. De resto, nada acintoso.

Dadas as nossas dificuldades atuais (Jorge Henrique meia-boca e o estaleiro com Leandro Guerreiro, Tulio Souza e André Luís), fizemos um bom jogo, com um futebol parelho ao do Flamengo - que manteve + jogadores de 2007 e tem elenco superior ao nosso.

Triste e constrangedora a coletiva chorosa do fim. Espero que esses dirigentes tomem tenência (o descontrole nasce deles!) e não tenhamos que reviver o pós-river plate a cada nova derrota. Aquilo custou a cicatrizar e nos esculhambou o fim do Brasileiro - que poderia ter sido bem mais digno.

Saudações alvinegras,
Pedro Paulo Malta

12:19 AM  
Anonymous Anônimo disse...

Discordo de tudo e de todos, inclusive do amigo professor Simas e do ex-colega de editoria de Esportes do Globo, o sempre lúcido Fernando Calazans, que enxergaram ridículo, patetices e (caso do Simas) até boiolismos na maravilhosa manifestação do grande Bebeto, do grande Cuca (por mim, vai morrer técnico do Botafogo, pois entre os técnicos que já tivemos só mesmo o Saldanha encarnou tanto a alma botafoguense) e do time inteiro no vestiário, após a derrota no 1º turno. E o grande Montenegro também teria sido menos comedido se não tivesse, ano passado, esgotado o próprio repertório. Montenegro falou demais na hora errada e agora está na muda. O que houve naquele momento foi, sim, intempestivo; foi, sim, algo do qual até poderemos nos arrepender algum dia (foda-se, todo mundo se arrepende algum dia das grandes e leves cagadas). Porém, “cena ridícula e patética”, jamais! Aconteceu, apenas, uma maravilhosa catarse, talvez um rito de passagem bonito pra cacete, e se eu estivesse lá teria reação parecida. Quem já foi garoto e rodou na macumba em dia de Cosme e Damião vai entender. Quem já fez bar-mitzvá vai entender. Quem lembra da primeira punheta que tocou vai entender. Quem foi jogado no chuveiro pelo pai ou pelo avô depois da primeira porranca vai entender. É preciso mergulhar um pouco mais na alma botafoguense para entender o que se passou. Somos diferentes, somos assim mesmo. A lucidez que se foda! Quem for lúcido demais corre o risco de não entender totalmente o perispírito, o DNA, a estrutura molecular alvinegra. Leiam melhor o fantástico “Botafogo entre o céu e o inferno”, de autoria do Sérgio Augusto, para saber que é preciso ir mais fundo, além dos heróis que demoliram o tabu de duas décadas sem títulos, das duas gerações de ouro dos anos 60 (a do Jairzinho-Gerson-Roberto e a do Garrincha-Didi-Nilton Santos). Tem que ir muito mais pra trás, antes mesmo do Heleno e até do Carvalho Leite. Somos o único grande clube brasileiro, e talvez o único grande clube do planeta, que foi fundado por um bando de guris e continua existindo, vivo, firme e forte. Eram garotos jogando bola ali onde hoje é a Cobal do Humaitá, uns mequetrefes, e foi a vó (dona Chiquitota) do nosso primeiro presidente (Flávio Ramos) que deu nome definitivo ao time. O Botafogo é (ou era, pois o que aconteceu naquele vestiário), portanto, um eterno adolescente. E vamos continuar sendo um pouco isso. No entanto, depois daquele fuzuê no vestiário, a coisa vai mudar, meus chapas, hãhã, vocês vão ver só o que vai ser bom pra tosse! É simples, caros incréus, o Botafogo está ficando adulto, daí o sagrado descontrole que tomou conta de jogadores, dirigentes e torcedores. A questão é meramente hormonal. Enquanto outros times do primeiro escalão do futebol brasileiro envelhecem, nossa pica acaba de tomar forma. E tomem cuidado, pois a coisa é grande, artefato da melhor envergadura, tipo Djalmão de anedotas. Ouçam bem o que estou lhes dizendo: com exceção do São Paulo, que é um clube sem alma alguma, uma Grande Rio das quatro linhas, uma espécie de Imperatriz Leopoldina sem Zé Katimba, os grandes times brasileiros têm belas histórias, têm belos passados. Mas no futuro poucos restarão. Assim como o Andaraí, o Mangueira, o Canto do Rio, muitos vão desaparecer do mapa. Aqui, no Rio de Janeiro, arrisco: no ano 2.500, quando o Brasil completar o primeiro milênio, só restarão o Botafogo e, possivelmente, o Flamengo. Sobre o que aconteceu em campo, no domingo, peço licença pra pedir que vocês, que gostam de assistir jogos dos campeonatos europeus, me digam, honestamente: o juiz é personagem nesses jogos? No cu que é. Raramente, sua senhoria européia se torna mais importante em campo do que os atores principais. Por favor, me entendam: não acredito que o Flamengo tenha comprado o Marcelo de Lima Henriques (guardarei este nome pelo resto da vida, junto com o de um sujeito chamado José Marçal Filho), mas este cretino acabou com um jogo que estava bonito e disputado, um jogo em que as faltas demoraram a acontecer (e que começaram porque os dois times perceberam o quão inseguro e incompetente era o apitador), um jogo que só teve impedimento um milhão de minutos depois do apito inicial. E, com certeza, foi determinante para o resultado da partida. Seja a favor do Flamengo ou do Botafogo (é “rúim”, hein?). Portanto, um escroto. Não um canalha, que os canalhas são simpáticos. Marcelo de Lima Henriques é apenas um imenso escroto. Ele, sim, foi patético e ridículo, tal e qual outros safados (incluindo a safada gostosa que armou pro Figueirense). O Botafogo, seus dirigentes (talvez os únicos decentes do futebol brasileiro atual), os jogadores (que elenco! desfalcado e tudo, partiu pra cima até o minuto final) e a torcida (que maravilha de torcida, ninguém vai calar nossa turba!) não mereciam um pilantra como esse. Aguardem que os pelinhos da barba do garoto estão crescendo! O moleque já foi na zona! Tem mais campeonato pela frente. E a lucidez que se foda!!! Zé Sergio

8:09 AM  
Blogger Luiz Antonio Simas disse...

Zé Sergio, essa da questão meramente hormonal é de antologia. Já espalhei! Quanto ao Botafogo e Flamengo em 2500, concordo rigorosamente. Saudações alvi-negras e abraços a todos.

4:35 PM  
Blogger 4rthur disse...

Levei minha namorada (ex-aluna do Professor Simas) ao Maracanã, local onde ela nunca havia estado para acompanhar uma partida de futebol. E mesmo sendo flamenguista, assistindo ao jogo do lado rubro-negro, o que mais a impressionou foi a beleza da torcida do Botafogo. Realmente, os torcedores não merciam aquele vexame do vestiário. Mereciam, sim, que dirigentes técnicos e jogadores respeitassem a esterla solitária.

Parabéns pela sobriedade do texto, Simas!

4:49 PM  
Blogger Pedro Paulo disse...

Alô, Zé Sérgio.

Não concordo com tudo que você defende no seu texto (acho que nossa adolescência foi ali pelos anos 70/80, culminando na trepada de 89), mas ele é tão bonito e apaixonado que não ouso levantar qualquer porém.

Enfim: faço coro com você na esperança de que a turma esteja amadurecendo.

E viva o nosso Botafogo!!!!!

Abraços,
Pedro Paulo Malta

5:56 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Simas é o primeiro botafoguense lúcido que eu vejo e que não fica reclamando nem botando a culpa na arbitragem.

Já é difícil achar um botafoguense, um lúcido então né... heheh, imaginem!

Teófilo Valadares

6:10 PM  
Anonymous Edgar disse...

Simas, você é o primeiro botafoguense lúcido que eu escuto, embora saiba que no final do jogo você tenha saído esbravejando também.

O pior é ver que os dirigentes do Botafogo, técnico, jogadores e a maioria dos torcedores não respeitam a história do clube e se comportam como se fossem todos, inclusive o clube, pequenos. Essa coisa de complô é ótima para um folhetim barato, não para o Botafogo.

O Botafogo tem uma história vitoriosa, e não é com um espetáculo patético daqueles no vestiário após o jogo que vão conquistar algo.

Sabe qual o lance que resume o jogo, o lance da confusão depois do primeiro gol do Flamengo. Enquanto o Souza foi buscar a bola para reiniciar logo o jogo, o Castillo ficou segurando a bola para passar o tempo, como já estava fazendo no jogo. Comportamento de quem se julga pequeno, o que não condiz em nada com a gloriosa história do Botafogo.

Um abraço
Edgar

6:56 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Simas,

Muito bom encontrar o teu texto e essa discussão em meio à chatice operante na imprensa esportiva, que colocou o Botafogo no divã graças ao desnecessário chilique promovido pela nossa diretoria – mesmo sendo nossa melhor diretoria dos últimos tempos. O Botafogo perdeu para si próprio (com todo o respeito ao Flamengo que tem um elenco melhor que o nosso, que tem mais estrutura, que aproveitou cirurgicamente nossas falhas etc). O time do Botafogo é bom (dentro do possível), o técnico é bom, o momento é bom. Não faltou nem confiança, nem culhão, como faltaram em alguns momentos ano passado. Faltou serenidade: o time se descontrolou a partir do pênalti. E esse descontrole vem do comando.

Nossos dirigentes atuais são amadores, no bom e no mau sentido. Eles são apaixonados, melhoraram em muita coisa o Botafogo. Só que eles não podem estar no túnel ou no campo: nós que freqüentamos as arquibancadas já cansamos de vê-los esmurrando cadeira, vociferando e esbravejando descontroladamente, tal como qualquer um de nós (e o Renha vem aí e é exatamente igual a eles). E é exatamente nas arquibancadas que eles deveriam estar. É uma pena, mas falta a porra do “profissionalismo”, meio frio, meio cínico e fundamental para o “sucesso” nos dias de hoje.

O Botafogo é um clube em fase de profissionalização, ainda. Talvez seja isso a que o Zé Sergio se refere em seu sensacional comentário (que eu já cataloguei na minha antologia de textos alvinegros, por sinal). E, tal qual seus dirigentes, o Botafogo é um clube meio amador, também no bom e no mau sentido. Historicamente falando. Foi o último dos grandes times a aderir à liga profissional na década de 30 (o que nos acabou por nos beneficiar no tetracampeonato). Foi capaz de desperdiçar tempo e títulos em centenas de amistosos pelos quatro cantos do mundo quando tinha vários dos melhores jogadores do Brasil nas décadas de 60 e 70. E finalmente hoje começa a se profissionalizar. Mas no fundo o botafoguense vive se equilibrando nessa linha tênue entre o profissionalismo necessário e o amadorismo romântico e fundamental que tanto preza, isso faz parte da alma alvinegra. Mesmo assim, não acho que dê para colocar na conta do romantismo o chilique generalizado do vestiário pois nem simbolicamente o chilique vai nos ajudar.

Parabéns pelo blog, já está nos favoritos.

Saudações alvinegras,

Paulo Aragão

11:04 PM  
Blogger Luiz Antonio Simas disse...

PAULO ARAGÃO:

Concordo, sem tirar uma vírgula, com as observações que você fez e, sobretudo, com a perfeita colocação final:
" ... nem simbolicamente o chilique vai nos ajudar". É isso.

Saudações alvinegras.

9:41 AM  
Blogger tripa1995 disse...

Discordo de quase tudo.
Um juiz influi no andamento de uma partida. E não é só em lances capitais.

Lúcio Flávio tem condições de ser capitão. Ele foi expulso pq Vossa Excelencia não marcou uma falta clara e central em cima do JH (falta com grande chance de gol) e na continuação do lance ele perdeu a cabeça. Ele é religioso mas não é Cristo nem santo.

7:52 PM  
Blogger Jayme disse...

Na minha cidade existi o costume de dirigir e andar de carro sem cinto, sendo que dificilmente a polícia multa alguém por essa infração. Mas, se um dia, ela resolver fazer isso, estará errada?

12:33 AM  

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