13/04/2007

EI, GALVÃO, VAI TOMAR NO CU !

Ainda sob o efeito do prélio épico que abalou as estruturas do Mário Filho na quarta-feira, escutei de muita gente críticas ao Galvão Bueno. Afirmam os amigos que o mequetrefe fez uma narração patética da vitória do Botafogo sobre o Vasco. Como estava no Maraca, não tive o desprazer de ouvir a locução do biltre.
A mídia estava, evidentemente, aguardando o milésimo gol do Romário com a ansiedade de uma virgem em vésperas de perder o cabaço. Tinha palquinho, cordão de isolamento, credencial com o símbolo dos mil gols e o cacete a quatro. A Globo colocou câmeras exclusivas para filmar a família do Romário - Dona Lita, Seu Edevair, a sexta esposa, os trinta e tantos filhos, os primos e mais uma penca de gente. Esqueceram somente de um pequeno detalhe, combinar a festa com o Botafogo.
Quanto ao Galvão Bueno, não me surpreende. Tremendo publicitário travestido de narrador esportivo, forjando um patriotismo histérico e excessivo, amigo do falecido Ayrton Senna - o desprezível playboy eunuco que dirigia carros em alta velocidade ( me recuso terminantemente a chamar automobilismo de esporte ) - , o Galvão é um fanfarrão de marca maior, não passa disso.
O companheiro do Galvão na transmissão do jogo foi José Roberto Rato, o ex-juiz de futebol que entrou para a história ao assaltar o Bangu com sordidez na final do campeonato carioca de 1985 - não marcando pênalti clamoroso no último minuto a favor dos mulatinhos rosados e contra o Fluminense, time da ratazana do apito. Um sujeito desses, que deveria estar nas galés, submetido a trabalhos forçados, ainda recebe dinheiro para comentar arbitragens. Saudades do Mário Vianna (com dois enes) e seus brados retumbantes:
- Errooooooooooo!! La mano! Cadê o eco? La mano...
O fato é, senhores, que o circo foi montado e o gol mil virou mercadoria. Inúmeras empresas fecharam contrato com o Romário, uma boate de merda já tem a festa programada, a empresa de material esportivo pretende faturar horrores com a camisa comemorativa do gol e novos contratos publicitários foram fechados envolvendo o baixinho.
Sem entrar no mérito dos mil gols, já que o Romário contabilizou até gol em jogo de casados e solteiros na Vila da Penha, tenho duas sugestões a fazer ao baixo. A primeira, compartilhada com o Bruno Ribeiro, torcedor-símbolo do Guarani de Campinas, é a seguinte : - por que não marcar um gol contra? Se Pelé marcou contra o Vasco, o Romário pode repetir a dose. Um milésimo gol contra o Vasco sería genial.
A segunda sugestão me parece mais efetiva : - Romário, não faça o gol mil. Termine a carreira com 999. Diga que está desistindo em louvor ao Rei dos Reis, o Leão de Judá, o preferido dos Deuses, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Não ouse brincar com divindades. O gol mil é marca do crioulo. Leia um pouco de mitologia grega e descubra que desafiar os deuses nunca foi bom negócio, querer se equiparar a eles é pior ainda. Aquela câimbra ridícula, baixinho, é castigo de Cronos, o senhor do tempo e amigo dileto do negrão da Vila Belmiro. Pula fora, velho.
No mais , senhores, permitam-me terminar essas mal traçadas retomando o mote inicial. Domingo, no primeiro jogo da final da taça Rio, pararei em frente ao busto do nosso Mané Garrincha - prova irrefutável de que os deuses do futebol escrevem certo por pernas tortas - e gritarei, em nome de gerações de seguidores da mais bonita e solitária das estrelas:
- Ei, Galvão, vai tomar no cu!

3 Comentários:

Anonymous Favela disse...

Perfeito! Eu NUNCA assisto jogos transmitidos pelo Galvão. Quando a merda da Globo tem exclusividade de transmissão, é volume zerado e o rádio ligado no José Silvério.
Quanto ao baixo, como você diz, vai parar nos 999. Os deuses não permitirão o milésimo. Romário, essa besta caimbrosa, vai encerrar a carreira com o número da besta invertido.
O Roma, como você diz, deveria lutar por um esporte que sempre gostei, tornando-o num esporte olímpico. Assim como o Pelé popularizou o futebol naquela porra de terra e o Zico no oriente, o Roma (se fizer o milésimo) poderia fazer o gol numa partida de pebolim, em que o "controle" do goleiro adversário estivesse nas mãos de Andrada. Mais um fato que o igualaria ao Rei Pelé!

Abraços!

3:28 PM  
Blogger Beatriz Fontes disse...

Eu acho que essa história de Gol Mil já tá é virando uma tremenda punheta... Gosto da idéia do gol contra, gosto da idéia do Romário terminar a carreira com 999 (a besta invertida) e gosto, também, da idéia dele fazer o fatídico gol quando estiver jogando pelo América... Ah, na verdade, dane-se o Romário! Só não queria que esse maldito gol servisse de desculpa para ele jogar no Pan. Fala sério!

3:39 PM  
Blogger ipaco disse...

Querido Simas, perfeitas as duas sugestões ao baixinho! Nem sei qual delas é a melhor. Quanto ao jogo, a mídia esbarrou no grande clube que é o Botafogo e o futebol prevaleceu. E posso falar isso com a isenção de rubro-negro que sou.

abração
pt

8:02 PM  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Início